Universidades estaduais têm ações para atender idosos durante a pandemia

Escrito por em 29/11/2020

Os idosos são especialmente atingidos pela pandemia de coronavírus. São os mais afetados pelo distanciamento social, porque para grande parte deles essa medida interrompeu rotinas sedimentadas muitas vezes por décadas. Além disso, embora as chances de contágio pelo novo coronavírus sejam as mesmas para todos, os idosos têm um maior risco de agravamento da doença.

Por isso, as universidades estaduais do Paraná desenvolvem ações voltadas à saúde física e mental das pessoas nesta faixa etária. As atividades são desenvolvidas por profissionais da área da saúde, contratados pelo governo do estado como bolsistas.

Desde o mês de abril, 1,2 mil bolsistas atuam em projetos de extensão em diferentes frentes, voltados ao combate e à prevenção da Covid-19 em diversas frentes, coordenados por professores das universidades estaduais e da Universidade Federal do Paraná. A proteção aos idosos é uma dessas frentes.

A Universidade Estadual de Londrina (UEL) organizou um atendimento específico para os idosos que estão isolados em casa. O primeiro contato é por telefone, a partir de uma lista cedida pelo Serviço Social da prefeitura. “A gente identifica quem são, a idade, doença crônica, os fatores de risco relacionados principalmente à saúde”, explica Laísa Ferreira, enfermeira que participa do projeto. 

Após a primeira ligação, a conversa passa a abordar a rede de apoio, identificando a necessidade para alimentos e produtos de higiene, por exemplo. “A partir daí, fazemos visitas para entregar as cestas e os mantimentos”, conta Laísa. O atendimento conta também com psicólogos, para quem são encaminhados os idosos com queixas ou sintomas relacionados à saúde mental.

O acompanhamento psicológico de idosos que vivem na área rural de Ponta Grossa é o objetivo de um projeto da Residência Multiprofissional em Saúde do Idoso do Hospital Universitário da UEPG. Idosos, que já eram atendidos em seus domicílios, passaram a ser monitorados por telefone.

“A ideia é diminuir as chances de contaminação, ao mesmo tempo em que mantêm o contato com o público atendido pelos projetos de extensão da universidade”, explica a pró-reitora de extensão e assuntos culturais da UEPG, professora Clóris Grden. 

Nas ligações, os profissionais checam a saúde física e mental dos pacientes, e nos casos em que é preciso um atendimento presencial, uma equipe vai até as casas para atender os idosos, que muitas vezes vivem sozinhos.

MEMÓRIAS – A Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp) desenvolve o projeto Naquele Tempo, que reúne relatos de idosos da região para compor um resgate da memória coletiva do Norte Pioneiro. O professor James Rios, diretor de cultura da Uenp, conta que o projeto busca resgatar a experiência dos idosos que, segundo ele, foram os mais atingidos pelo isolamento social durante a pandemia.

 No Litoral do Paraná, um grupo de costureiras que participa do programa Couro do Peixe, da Unespar, também se mobilizou para atender a demanda por máscaras de tecido para a população. Selma Alves Leite e Serli Salvador são duas das voluntárias que dispuseram seu tempo e mão-de-obra para proteger pessoas.

“Costuramos, mas cada uma em sua casa. Não nos juntamos para trabalhar”, conta Selma. Somente quando as máscaras estão todas prontas, uma das voluntárias passa para pegar o que foi produzido e encaminhar para distribuição. 

Fonte: Agência de Noticias do Paraná


[There are no radio stations in the database]