Produtores de cevada comemoram produção, qualidade e preço

Escrito por em 27/11/2020

A colheita da cevada terminou no Paraná e, apesar da estiagem, o volume e a qualidade da produção são considerados excelentes.

Da mesma forma, o preço agrada os produtores.

O Paraná é o maior produtor nacional de cevada. Em 2019, foi responsável por 60% do volume nacional. Na atual safra, os produtores paranaenses semearam 63.058 hectares e colheram 261.912 toneladas.

O volume poderia ser pelo menos 10% superior não fosse a estiagem em julho e agosto, que afetou as fases de floração e frutificação, quando a exigência pelos recursos hídricos é maior.

Junto com a excelência de qualidade, os preços alcançaram os melhores patamares dos últimos anos. A saca é comercializada por R$ 82,00, valor 37% acima da média de 2019. Cerca de 82% da produção já está vendida.

FEIJÃO E MILHO – A estiagem afetou produtores de feijão que fizeram o plantio em agosto e início de setembro.

Os que deixaram para plantar a partir da segunda quinzena de setembro tiveram mais sorte.

De forma geral, a produção estimada de 298 mil toneladas para a safra 2020/21 não deve ter problema. Aproximadamente 78% das lavouras estão em condições boas e 20%, médias.

A 1.ª safra de milho também está com 77% da área plantada em condições boas, o que deve contribuir para atingir a produtividade média esperada

A previsão é de 3,4 milhões de toneladas em área estimada de 355 mil hectares. As principais regiões produtoras nesta safra são Ponta Grossa, Guarapuava, Curitiba e Irati.

SOJA E TRIGO – A soja já está semeada em aproximadamente 97% dos 5,56 milhões de hectares previstos para a safra 2020/21. Com 74% das lavouras em condições boas e 24%, médias, a estimativa é de produção de 20,5 milhões de toneladas, cerca de 1% inferior ao ciclo anterior.

Já estão comercializados 42,5% da produção, volume bem superior aos 22,3% nesse mesmo período do ano passado.

O trigo está 100% colhido e 72% já comercializado. A produção mostrou leve retração em relação a outubro, totalizando 3,05 milhões de toneladas.

O volume é 17% menor que o potencial estimado. Mesmo assim, é 43% superior à produção obtida em 2019, quando a seca e as geadas foram ainda mais prejudiciais.

Fonte: Agência de Notícias do Paraná


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