Paraná aguarda autorização da Anvisa para testagem de vacina russa

Escrito por em 11/11/2020

Durante uma coletiva internacional nesta segunda-feira, uma comissão russa falou aos repórteres a respeito da vacina Sputnik V que está sendo desenvolvida pelo Instituto de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya.

A vacina tem acordo para testagens clínicas e transferência de tecnologia no Brasil com o Instituto de Tecnologia do Paraná e para produção também com a indústria farmacêutica União Química, que tem sede em São Paulo. 

Durante a coletiva, os pesquisadores russos informaram que a vacina deve ser dada em duas doses porque isso aumenta consideravelmente a produção de anticorpos contra o coronavírus e garante uma proteção mais duradoura.

No entanto, eles disseram que ainda não é possível mensurar por quanto tempo a vacina vai garantir a imunidade da população já que isso só vai poder ser medido na prática. 

Por isso, eles consideraram a vacina como um trabalho em construção e lembraram que parte dos voluntários que passaram pelos testes clínicos serão acompanhados ao longo dos anos.

No momento, 40 mil voluntários participam das testagens em massa na Russia. A expectativa, tomando por base outras vacinas que já estão em desenvolvimento para doenças causadas por outros microrganismos da família coronavírus, é que a imunização dure de 1 a 2 anos. 

A Sputnik V foi a primeira registrada no mundo contra a Covid-19, mas apenas na Rússia, e depende de aprovação dos órgão reguladores em outros países, no caso do Brasil, pela Anvisa.

Diferente de outras quatro potenciais vacinas que passam pela fase III de testagens aqui no país, o imunizante russo ainda não tem autorização da agência brasileira para começar os testes clínicos.

Durante a coletiva, os representantes russos não responderam às perguntas dos jornalistas brasileiros sobre o andamento da análise pela agência reguladora.

Mas em uma entrevista exclusiva ao jornal JB Litoral, Arseniy Palagin, secretário de Comunicação do Fundo de Investimentos Diretos da Rússia, instituição responsável pela parceria com Tecpar, disse que a instituição trabalha neste momento para conseguir a aprovação da Anvisa para os ensaios no Brasil, mas não quis fazer previsões sobre quando começarão os testes e nem a produção no país. 

Fonte: AERP


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