Macacos são encontrados mortos em propriedades rurais da região

Escrito por em 06/11/2020

Na quarta-feira (4), três macacos foram encontrados mortos em uma propriedade rural de Coronel Domingos Soares. Pouco mais de 24 horas deois, mais dois animais mortos foram identificados em Mangueirinha.

A morte dos macacos na região preocupa autoridades de saúde e demonstra, possivelmente, conforme o biólogo da 7ª Regional de Saúde, Miguel Rotelok Neto, a presença de febre amarela no Sudoeste.

Para verificar se é mesmo a doença, um dos animais encontrados em Coronel Domingos Soares será encaminhado para o Laboratório Central do Estado do Paraná (Lacen).

O resultado do exame leva sete dias para ficar pronto, a partir da chegada da amostra no laboratório.

Corredor da Febre Amarela

De acordo com Neto, existe um corredor ecológico, pelo qual ocorrerá a dispersão do vírus. Segundo ele, se for caso de febre amarela, o bando infectado passará por Chopinzinho, a caminho do Parque Nacional, ou por Palmas, em direção a Santa Catarina.

O biólogo disse ainda que existe a possibilidade do bando passar pelos dois caminhos e não por apenas um. “Ainda estamos monitorando, com o nível central, a passagem desses animais”.

Caso o resultado do exame sorológico para febre amarela, realizado nas amostras dos macacos mortos, for positivo, a região Sudoeste entrará em estado de alerta.

No entanto, mesmo sem o teste, municípios em que foram encontrados os animais já estão realizando uma busca ativa de pessoas não vacinadas que moram próximo às zonas de mata.

Importância dos macacos

A 7ª Regional de Saúde orienta aos que encontrarem macacos mortos em suas propriedades que comuniquem a Vigilância Sanitária de seus municípios.

 Só assim será possível traçar um panorama da dispersão da doença no Sudoeste.

Neto relembra que os macacos servem como um sinalizador da ocorrência da doença, permitindo que os órgãos de saúde trabalhem na imunização da população.

O biólogo frisou ainda a importância de manter vivos esses animais.

 “Além de ser antiético, é crime ambiental e atrapalha o trabalho de monitoramento da doença.

A população não deve matar os macacos, pois eles servem como uma proteção à população, fazendo com que os vetores responsáveis pela transmissão da febre amarela permaneçam na mata e não ‘ataquem’ a população em busca de alimentos.

Fonte: DIÁRIO DO SUDOESTE


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