Campanha de vacinação contra a gripe é prorrogada

Escrito por em 01/06/2020

O Ministério da Saúde anunciou, na sexta-feira (29), a prorrogação da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe para até 30 de junho, em todo o país. A terceira e última fase teve início no dia 11 de maio, com prioridade aos grupos formados por pessoas com deficiência, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, puérperas, professores e pessoas de 55 a 59 anos de idade.

A meta é vacinar 90% dos grupos prioritários, porém, até o momento, em Itapejara D’Oeste, a procura é baixa em alguns grupos, como doentes crônicos, com 42,48%; gestantes, 26,09%; crianças, 36,42%; puérperas, 26,30%; e pessoas de 55 a 59, 41,84%.

A enfermeira Loreci Gnoatto falou a nossa reportagem sobre a importância da vacinação.

“Estamos com uma campanha em andamento e é fundamental que as pessoas que fazem parte dos grupos de risco, que ainda não se vacinaram, procurem a sala de vacina, no posto de saúde. Por conta do baixo alcance nesses grupos prioritários, o Ministério da Saúde, em acordo com estados e municípios, está prorrogando a campanha, de 5 para 30 de junho. É mais uma oportunidade para que os públicos de todas as fases, que ainda não se vacinaram, possam procurar de forma organizada as unidades de saúde”, explica Loreci.

A vacina é importante para reduzir complicações e óbitos por influenza.


Na primeira fase da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe de 2020, mais de 100% do grupo prioritário, idosos com 60 anos ou mais e trabalhadores de saúde, foram vacinados contra influenza, ou seja, acima da meta, de 90%. Durante a segunda fase, no entanto, a cobertura ficou abaixo do objetivo.

CASOS DE INFLUENZA NO BRASIL

O Ministério da Saúde mantém o acompanhamento da influenza no Brasil por meio da vigilância sentinela de Síndrome Gripal (SG) e de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em pacientes hospitalizados. São 200 unidades distribuídas em todas as regiões geográficas do país e têm como objetivo principal identificar os vírus respiratórios circulantes, permitir o monitoramento da demanda de atendimento dos casos hospitalizados e óbitos.

Em 2020, até o dia 23 de maio, foram registrados 1.483 casos de SRAG hospitalizados por influenza (gripe) em todo o país, com 205 mortes. Do total de casos que já tiveram a subtipagem identificada, 581 foram casos de influenza A H1N1, com 78 óbitos; 64 casos e 13 óbitos por influenza A H3N2; 361 de influenza A não subtipado, com 61 mortes; e 477 casos e 53 óbitos por influenza B.


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