Safrinha rende cerca de R$ 35 milhões aos produtores do Sudoeste

Escrito por em 18/05/2020

A segunda safra de soja, que terminou de ser colhida neste mês de maio, rendeu uma movimentação financeira de aproximadamente R$ 142 milhões no Paraná. Deste total, 25% ficaram no Sudoeste, algo em torno de R$ 35 milhões.

Essa nova colheita, também chamada de safrinha, é resultado da autorização feita no final do ano passado pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), que prorrogou o prazo para a semeadura, que antes tinha como data limite 31 de dezembro. A reivindicação para liberar o cultivo foi feita por lideranças da agricultura de Pato Branco e Mariópolis.

Na região de Francisco Beltrão e Dois Vizinhos, a área ocupada com a segunda safra de soja foi pequena, apenas quatro mil hectares. Antoninho Fontanella, técnico do Departamento de Economia Rural (Deral), diz que o plantio foi pequeno porque a autorização veio muito tarde. “Este ano o pessoal não plantou tanto porque não podia plantar em cima da resteva de soja. Aí o produtor plantou em cima da resteva do milho”, explica o técnico.

Área em Beltrão
Mas, Antoninho acredita que, para a safrinha 2020/2021, vai aumentar a área de cultivo de soja. “O pessoal vai plantar o milho mais cedo e aí deveremos ter uma área maior. Muitos devem fazer a rotação de cultura mais cedo e plantar a soja em janeiro”. Ivano Carniel, técnico do Deral-Seab, escritório de Pato Branco, afirma que “para a safra do próximo ano a expectativa é de que a área volte a crescer”.

Área em Pato Branco
Na região de Pato Branco, o Deral-Seab estima que foram plantados dois mil hectares e a produção de seis mil toneladas.

Melhor planejamento da safra
Para o presidente do Sindicato Rural de Pato Branco e da Associação Regional de Sindicatos Rurais do Sudoeste (Assinepar), Oradi Caldato, essa prorrogação da colheita oferece mais estabilidade para os agricultores. “A medida permite mais planejamento nas lavouras. Além disso, a área de milho na primeira safra tende a aumentar, porque será possível plantar soja um pouco mais tarde. É uma vitória de todo o estado e sem prejuízo às questões sanitárias”, avalia.

Fonte: Jornal de Beltrão



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