Religiosa envia notícias de Roma em tempos de pandemia

Escrito por em 06/05/2020

Ir. Helena Marques Pimenta

Após 9 anos de trabalho na Paróquia Senhor Bom Jesus da Redenção, de Itapejara D’Oeste, e envolvida com a Infância e Adolescência Missionária na Diocese de Palmas-Francisco Beltrão, irmã Helena Marques Pimenta (Membro do Governo Geral da Congregação – Irmãs do Apostolado Católico – Palotinas), em outubro de 2019, foi transferida para desenvolver sua missão em Roma, Itália. A comunidade possui irmãs italianas, indianas e brasileiras. Helena está com 27 anos de vida religiosa.

Diz irmã Helena que em dezembro tomou conhecimento da doença que se dissimulava na China e, em março de 2020, foi declarada pandemia pela Organização Mundial da Saúde, contaminando mais de 200 países e territórios, com milhões de infectados.

Na Itália, a Covid-19 atingiu seu pico em meados de março, com aproximadamente 900 óbitos diários, apesar das medidas drásticas para evitar sua expansão. Entre os contaminados estão mais de 100 sacerdotes e cerca de 150 médicos. Pelos meios de comunicação, imagens fortes invadiram lares e comunidades religiosas, com realidades difíceis de serem afrontadas pelas famílias e pela sociedade. Profissionais da saúde e outros que continuaram trabalhando foram verdadeiros heróis tentando salvar vidas. A situação despertou a coragem, a unidade e a ação de tantas pessoas, que marcaram inequivocamente a história da humanidade.

Diz Ir. Helena que, no silêncio forçado de uma Roma sempre repleta de turistas, o som das ambulâncias constituiu forte apelo para intensificar orações e buscar uma maneira de contribuir também materialmente. Junto à “Comunidade Santo Egidio” – organização religiosa e social –, as irmãs assumiram preparar e doar uma refeição diária para 40 pessoas necessitadas: “além disso, segundo as possibilidades, procuramos responder às exigências do momento com outras ações”.

Ressalta a religiosa que, diante do grito que se levanta de todos os ângulos da terra, talvez a contribuição que cada um possa dar seja “deixar-nos interpelar por esse grito e deixar-nos ensinar por essa realidade. Um apelo forte é que nos conscientizemos mais sobre a importância das relações humanas, do valor da vida, da família e da fraternidade, do respeito e cuidado pela natureza. Tomarmos consciência de que a fé em Deus e o cultivo da espiritualidade estão acima de qualquer força humana e tecnológica para nos salvar”.

Após essa experiência, o mundo não será mais o mesmo, destaca: “mas dependerá do nosso empenho para que seja melhor. Portanto, podemos nos perguntar: como o vislumbramos? Que atitudes devo e devemos assumir para suscitar as devidas mudanças? Que ações precisamos vivenciar para resgatarmos a harmonia da natureza? Como pensamos a sociedade que desejamos construir?”

“Jesus nos disse: ‘eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância’ (cf Jo 10,10). Deus criou o mundo com plenitude de vida e deseja que a vida plena continue acontecendo em nós e através de nós”, concluiu.

Fonte: Luiz Carlos – RBJ



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