Médico garante que não há risco de mortes como em antigas pandemias

Escrito por em 24/03/2020

No interior da China, um vírus, da família do Coronavírus, sofre mutações e torna-se capaz de infectar células humanas. Por ser um vírus novo, toda população está vulnerável. As mãos contaminadas pela tosse e pelo espirro transferem o vírus para outra pessoa. A história parece familiar? Pois essa foi a epidemia de Sars, síndrome respiratória aguda grave, ocorrida em 2003, narrada pelo médico infectologista Stefan Cunha Ujvari em seu livro “Pandemias: a humanidade em risco”. Na obra, de 2011, Stéfan pergunta: “quem disse que não estamos sujeitos a uma nova epidemia causada por um vírus desconhecido?” A humanidade já enfrentou várias pandemias, como a da peste bubônica, causada pela picada de pulgas infectadas, e a cólera, causada pela ingestão de alimentos e água contaminada. Em relação à Covid-19, a população não deve entrar em pânico. Para o médico infectologista Alexandre Cunha, não há chance de repetição de um número elevado de mortes como o da peste.

“As grandes pandemias, a peste negra que dizimou 1/4, 1/5 da humanidade, a grande pandemia de gripe espanhola em 1918, não têm a menor chance de se repetirem com Covid-19. A letalidade parece ser mais de dezenas de vezes menor. Sendo que a gente tem condições de suporte de saúde bem melhor do que a gente tinha. A gente tem hospitais, unidades de terapia intensiva, Todo um arsenal terapêutico que não existia naquela época. Então, dá para dizer com bastante segurança que a população mundial não vai ser estatisticamente afetada por essa pandemia de covid.”

O risco da rápida propagação de doenças, como a do novo Coronavírus, está ligado ao estilo de vida da população. O confinamento em locais onde não há circulação livre de ar como voos de avião, trens, elevadores; a higienização incorreta em áreas com alta circulação de pessoas, como quartos de hotéis e o hábito de levar as mãos sujas à boca, olhos e nariz são fatores de disseminação. A sequência da transmissão de uma nova doença até a sua transformação em pandemia é retratada no filme “Contágio”, de 2011. Em 2003, a epidemia de Sars não se tornou uma pandemia porque a Organização Mundial de Saúde disparou alertas e a maioria dos países conseguiu isolar pacientes com suspeita de contaminação. Agora, com a Covid-19, informações corretas, tranquilidade e isolamento domiciliar são as respostas para conter o avanço da doença.

A reportagem é de Regina Pinheiro, da Rádio Senado.


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