Agulha mal descartada pode causar acidentes graves e doenças

Escrito por em 02/03/2020

O descarte inadequado de agulhas usadas no tratamento do diabetes e outras doenças pode contaminar o meio ambiente e ferir gravemente quem trabalha com o lixo. Há ainda a possibilidade da transmissão de doenças como hepatites e HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana). Por isso, nunca se deve jogar seringas, agulhas, canetas e lancetas – instrumentos usados para fazer exames – no lixo comum.

O tema será abordado nesta segunda-feira (02), no início da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Paraná, que começa às 14h30, pela médica endocrinologista Daniele Tokars Zaninelli, presidente da Associação SEMPR Amigos. A entidade sem fins lucrativos tem como principal finalidade o apoio às atividades de ensino, pesquisa, formação profissional e assistência médica do Serviço de Endocrinologia e Metabologia (SEMPR) do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Ligado ao HC, o setor se destaca como centro de referência nacional e internacional em assistência médica, ensino, formação profissional e pesquisa na área de doenças endócrinas e metabólicas.

Campanha – O objetivo da manifestação é conscientizar a população e ampliar a campanha sobre o descarte adequado de perfurocortantes (especialmente agulhas) usados no tratamento do diabetes e outras doenças crônicas, envolvendo e atraindo o interesse de outras especialidades médicas, como por exemplo, infectologia, hepatologia, ginecologia e reprodução humana, endocrinologia, pediatria e reumatologia.

Para alertar a população sobre os cuidados necessários, a Associação SEMPR Amigos, com o apoio da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), Sociedade Brasileira de Endocrinologia Regional Paraná (SBEM-PR), Associação Paranaense de Hepatologia (APH) e Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO), instituiu a campanha permanente “Agulha no lixo é um perigo!”.

Como proceder – No Paraná, segundo a secretaria de Saúde (SESA-PR), os pacientes cadastrados nas farmácias das 22 Regionais de Saúde já são orientados pelos farmacêuticos, quando passam pelo serviço de primeiro atendimento, quanto ao descarte correto dos insumos referentes ao tratamento do diabetes (agulhas, lancetas, canetas e tiras). A secretaria explica que a orientação é padronizada e consta da “Ficha de Apoio à Consulta Farmacêutica”, que auxilia o farmacêutico quanto às principais orientações que devem ser repassadas aos usuários, tais como objetivo do tratamento, modo de usar, armazenamento, reações adversas e descarte.

A recomendação aos pacientes não atendidos pelo sistema público é para que procure as informações necessárias na Unidade de Saúde mais próxima do domicílio.

Fonte: ALEP


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